domingo, 10 de maio de 2020

Por uma nova data natalícia para a FECLESC: 10 de maio de 1973



Prof. Francisco Artur Pinheiro Alves[1]
Este ano a FECLESC comemorou, oficialmente, 37 anos. O fato foi noticiado pelo site da UECE, não houve festa por conta da pandemia do Covid19. Nós, na UECE e na FECLESC, temos como referência para o aniversário da FECLESC, a data de encampação da Faculdade João XXIII, pela UECE em 1983. É natural que seja assim, pelo que temos conhecimento, a UECE nunca foi provocada por qualquer pessoa, movimento, grupo ou instituição a mudar esta data. Mas a história nos mostra que outras opções de data. Cometemos, até aqui, um grande equívoco, do ponto de vista histórico. Falo na primeira pessoa do plural, por que me incluo dentre os que realizaram estas comemorações, até hoje, com base no ano de 1983. Mas, relendo o capítulo III de meu livro sobre a Interiorização da UECE, no Sertão Central[2], mudamos de opinião e fazemos saber a todos envolvidos direta ou indiretamente neste processo, abrindo assim um debate saudável sobre o aniversário da FECLESC.
Quando a UECE assumiu a, hoje, FECLESC, já existia uma faculdade, que tinha uma história, por sinal muito bonita, promovida pela comunidade local sob a liderança do Prof. Luiz Oswaldo Santiago de Sousa, então Secretário municipal de Educação de Quixadá, pelo então Prefeito municipal, Aziz Baquit, pelos vereadores da Câmara Municipal de Quixadá, por educadores, trabalhadores, por outras lideranças locais e pelo bispo diocesano Dom Rufino Rego. Tinha igualmente, um patrimônio, material, mobiliário e imobiliário, um acervo bibliográfico e sobretudo um patrimônio imaterial, composto de sua luta e sua história, desde 1973. Tudo isso foi incorporado pela UECE, não foi só o prédio da faculdade.
A história da faculdade tem três marcos oficiais. O primeiro e desencadeador de todo o processo, é a aprovação de uma lei municipal criando a Faculdade de Filosofia de Quixadá, pela Câmara Municipal, a pioneira, sancionada pelo prefeito Municipal, Aziz Baquit, em 10 de maio de 1973. O segundo marco ocorre em 1976, quando a Câmara Municipal, através de uma segunda lei, cria uma mantenedora para a faculdade, denominando-a de Fundação Educacional do Sertão Central, FUNESC e, também, modifica o nome da faculdade que passa a se chamar, Faculdade de Filosofia João XXIII. O que levou a Câmara Municipal aprovar a nova lei, foi o fato de o município não ter recursos suficientes para bancar uma faculdade, pois a sua competência e responsabilidade era o Ensino de Primeiro Grau (lei 5692/71). O terceiro marco surge com a encampação da faculdade pela UECE, após as lideranças políticas locais, articularem este processo com o governo do Estado, em 1982, o que veio a efetivar-se  em 1983.  
Portanto são três datas importantes na história da FECLESC: 1973, 1976 e 1983. Qual das três datas poderíamos chamar de Certidão de Nascimento da faculdade? Não temos dúvida de que é a primeira, a data em que o processo foi formalmente legalizado pelo município de Quixadá, com a aprovação da lei de criação da Faculdade de Filosofia de Quixadá, a pioneira, pela emérita Câmara Municipal em 10 de maio de 1973.[3]
Se nós não reconhecermos esta data como marco inicial da criação da FECLESC e por, tanto a data de seu nascimento como instituição de ensino superior, em Quixadá, estamos negando a história. Como ex-professor de História da FECLESC, seu ex-diretor, estudioso de sua história, autor de livro sobre a faculdade, não poderíamos deixar de abrir este debate, questionando, com argumentos históricos, a data de fundação atualmente comemorada pela FECLESC.
Neste sentido, proponho que este debate seja levado às instâncias de direito, na FECLESC e na UECE e que após analisado, e amplamente debatido se chegue a uma nova deliberação, que esperamos ser a da aceitação de nossa proposição.
O certo é que, se já tivéssemos considerado a data do aniversário da FECLESC, como sendo a data da primeira lei aprovada pela Câmara Municipal de Quixadá, hoje, dia 10 de maio de 2020, estaríamos comemorando os 47 anos da FECLESC.
Espero que este breve artigo, seja uma contribuição para alavancar um saudável profícuo debate sobre o nascimento da primeira instituição de ensino superior de Quixadá e do Sertão Central, e em breve possamos retificar este, que para nós, é erro histórico.


[1] Prof. Aposentado dos Cursos de História da FECLESC e da UECE e ex-diretor da FECLESC, gestão: 1992-1996.
[2] Alves, Francisco Artur Pinheiro, O PROCESSO DE INTERIORIZAÇÃO DA UECE NO SERTÃO CENTRAL, Fortaleza, EdUECE, 2007.
[3] Como exemplo de IES criadas pelo município e depois estadualizada, mas mantendo a data de sua fundação, citamos a UECA e a FECLI. A UVA, que foi criada por lei municipal em 1968, com o nome de Universidade Vale do Acaraú, depois foi incorporada pelo estado, passando a ser Universidade Estadual Vale do Acaraú – UEVA, mas mantém a data de fundação pela Câmara Municipal. A FECLI – Faculdade de Educação de Iguatu, que foi criada por lei municipal em 1979 e depois da encampação pela UECE, no mesmo processo que a faculdade de Quixadá, manteve a data de fundação.


quarta-feira, 6 de maio de 2020

JOAQUIM BONEQUEIRO


Prof. Dr. José Hélder Pinheiro Alves - UFCG PB






                Lembro-me de ter assistido seus bonecos apenas uma vez.  Foi à noite, na sala da casa de um tio. Colocava a empanada – uma espécie de lençol, num canto da parede. Duas lamparinas alumiavam a sala. E nós, meninos, sentávamos no chão enquanto os adultos ficavam em cadeiras ou pelos cantos, pelas janelas...  Seu Joaquim era um homem já viajado. Não era um velho propriamente. Tinha uma voz grossa – hoje diria grave. Muito grave. E uma risada estranha. Andava de sítio em sítio botando boneco. Viajava num animal, não sei mais se burro ou jumento. Uma noite no Pesqueiro, outra nos Alves, outra na Carqueija, outra no Cajuás... Eu sonhei acompanhá-lo por todos esses lugares.
Conduzia os bonecos, confeccionados por ele próprio, numa mala. Ah, essa mala era um mistério. Ele não deixava ninguém abrir, ninguém podia ver os bonecos a não ser à noite, na hora do espetáculo. Nem podíamos entrar na empanada. E quando começava a apresentação era uma alegria. Os bonecos de madeira iam surgindo um a um, com estórias as mais diversas. Nunca esqueci do Casimiro Coco, o valentão. Tinha um bordão: Sou Casimiro Coco/ Da terra do coco/ namoro comigo é pouco. E a cobra? A cobra vinha do canto da parede, sorrateira, para pegar um ou outro personagem, normalmente uma mocinha frágil. Gritávamos avisando, mas a personagem não entendia... Sim, era tudo permeado de interação. Havia uma vitalina procurando casamento.  Qual não foi minha emoção e o riso geral na sala quando ela perguntou: - O Hélder tai? Tinha também as brigas. Os bonecos eram de madeira, portanto, o pau comia e era muito divertido. Quando terminava, corríamos para a empanada, mas a mala já estava fechada.
Pela vida afora, sempre que sei de uma apresentação de bonecos – são tantos nomes: mamolengos, babão, etc. – dou meu jeito de assistir. Seu Joaquim me proporcionou uma experiência estética, hoje sei, das mais marcantes. Talvez daí tenha nascido meu gosto pelo teatro, pelas encenações, que na juventude, em Fortaleza, pude, com a ajuda do Thindé,  desenvolver um pouco, enfrentando  minha timidez. Mas este já é outro assunto.
Soube, anos depois, que ele tinha morrido. Para onde foram seus bonecos? Quem voltou a animá-los? Que aprendizes seguiram seus passos? Não sei. Mas sei que sua imagem, sua voz poderosa nunca deixou de me acompanhar.
 Campina Grande PB 2016

segunda-feira, 30 de março de 2020

Nosso próximo livro: CISMA NA IGREJA CATÓLICA NO BRASIL NA DÉCADA DE 1940: O bispo de Maura e a fundação da Igreja Brasileira

Trata-se de uma pesquisa que estamos realizando a cerca de 20 anos, e agora reunimos em um compêndio. Abordamos desde a chamada Romanização da Igreja no Brasil, passamos pelo avanço doa Nazifacismo no Brasil, duramente criticada por Dom Carlos Duarte Costa  e a influência destes movimentos na Igreja nos anos 40.
Especificamente sobre Dom Carlos Duarte Costa, fazemos um breve biografia de seu nascimento à morte, com ênfase no período em que foi excomungado e registrou, como bispo, a Igreja Católica e Apostólica Brasileira.
Sobre a Igreja Brasileira, trazemos os seus fundamentos e suas características como igreja Nacional, com destaque para a missa que passou a ser celebrada em português, enquanto a Igreja Católica celebrava em latim e a permissão dos padres serem casados.
Para conseguir publicar este livro abri uma VAKINHA NA INTERNET, no seguinte endereço:
https://www.vakinha.com.br/vaquinha/publicar-livro-sobre-o-bispo-de-maura .
Quem contribuir receberá um livro para cada quota mínima depositada. Mais informações no ZAP 85 988530277.

Livro: LIVRO PADRE BERNARDO BOURASSA - Pastor, Educador e Benfeitor

Neste livro o autor uma retrospectiva da vida e da obra do Padre Jesuíta, canadense, Bernardo Bourassa, que chegou em Capistrano em 1969 e permaneceu por 29 anos. Desempenhou um papel fundamental  na educação, na organização paroquial, na saúde, na expansão do espaço urbano, liberando terras da Igreja para construção de casas e de prédios públicos e principalmente, na reserva de água potável de chuva para os moradores da cidade, construindo reservatórios que somados acumulam cerca de 3.5 milhões de M3 de água.
Para chegar à redação final do livro o autor ouviu dezenas de pessoas de Capistrano-CE, canadenses contemporâneos de Padre Bernardo e que o conheceram, padres jesuítas, o bispo da diocese de Quixadá, Dom Adélio Tomasin; analisou documentos, fotografias, realizou pesquisas na internet, fez pesquisa bibliográfica, construindo uma base de dados bem documentada e confiável. Além do texto o autor incluiu vários depoimentos de pessoas que conheceram Pe. Bernardo, dando testemunho de sua vida e de seu compromisso com a Igreja, Com a sua paróquia e sobretudo com a cidade de Capistrano que adotou como se fosse sua terra natal. O livro tem prefácio do professor titular do Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará, André Haguette.
O livro pode ser adquirido direto do autor, se for para o ceará, pelo valor de R$ 25,00 e para outro estado, por R$ 30,00, para outros países U$ 15,00.
Editora BAGAGEM, Nº de páginas 176.
Autor: FRANCISCO ARTUR PINHEIRO ALVES


quinta-feira, 26 de março de 2020

O VÍRUS DA MORTE, O IMPIEDOSO


Francisco Artur Pinheiro Alves
Um vírus que só os cientistas conseguem ver em seus microscópios está impondo à humanidade, uma severa baixa de suas vidas. Ele é calculista, usa crianças e jovens como portadores, neles dificilmente se manifesta, não provoca sintomas e daí atinge os mais velhos, sendo a população acima de 60 anos, como eu, seu público privilegiado para atingir como sintomas mais fortes. E quanto mais velho maior a probabilidade de ele matar. É o vírus da morte, o impiedoso.
A sua forma de se expandir é espetacular, no início do ano estava na China, três meses depois, está no mundo inteiro. Não tem remédio específico para ele e nem vacina. O que os técnicos no mundo inteiro recomendam é o isolamento total da população. As pessoas têm que ficar em casa. Fechar o comércio, não haver aglomerações, neste sentido as igrejas, em geral, também têm que se abster de seus cultos presenciais. Quem propor ao contrário, ou está agindo de má fé, portanto quer ver a desgraça do povo, sobretudo dos mais velhos, ou é um ignorante, não quer aprender com os que conhecem o problema, a comunidade médica em geral.
Ciente de que o remédio agora é a prevenção, a OMS, Organização Mundial de Saúde está orientando diuturnamente os países a manterem sua população em casa. É fácil entender. Vamos pegar o caso do Brasil. No Brasil, temos um sistema público de saúde bem organizado, o SUS, que não tem sido bem cuidado pelos sucessivos governos, mas é nacional, tem capilaridade, como disse o ministro da saúde. O SUS foi uma conquista da luta do povo brasileiro no período da redemocratização, criado pela Constituição de 1988. Entretanto o SUS e mesmo o sistema complementar (os planos de saúde), não dão conta da demanda cotidiana de nossa população. Volta e meia a imprensa mostra hospitais superlotados, com macas no corredor. Agora você imagin ao caos que ficará, se ingressarem milhares de pessoas neste sistema, com infecções graves, necessitando de UTIs, respiradores, e todos os cuidados médicos que a doença demanda? Vai ser um caos total, vai morrer muita gente.
Conscientes desta realidade, os governos do mundo inteiro, mesmo os mais reticentes, como os governos direitistas dos EUA e da Inglaterra, tiveram que adotar a sistema de confinamento horizontal, fecharam tudo, menos os serviços essências e mandaram todo mundo ficar em casa. As grandes metrópoles mundiais estão vazias.
No Brasil os governadores dos estados, seguindo o protocolo da OMS e da Ministério da Saúde, adotaram a mesma postura. Agora, “sem ver nem pra que”, vem o Presidente da República, em cadeia nacional de rádio e televisão dar uma orientação na contra mãos do mundo, como todos puderam ouvir. Está errado o Senhor Presidente. A Igreja católica tinha uma tradição, não sei se é dogma, da infalibilidade papal, mas agora o Papa Francisco mudou esta norma, afirmando que o papa também erra, é claro que erra. Se o Papa erra o presidente também erra, e o presidente está errado neste particular, tem que reparar seu erro em nova rede nacional de rádio e TV.
Por último quero louvar o papel e o comportamento dos meios de comunicação profissionais, de rádio, TV, jornais impressos e digitais, estes estão prestando um excelente trabalho à sociedade, com informações seguras, com bases científicas, fazendo um debate de alto nível. Pelo menos neste episódio estamos vencendo as malditas Fake News.
Continuemos todos em casa, vamos seguir o que diz a ciência médica que neste momento e em relação a este assunto, é a maior e mais confiável autoridade.
Francisco Artur Pinheiro Alves
Prof. Aposentado do Curso de História da UECE e
Diretor do Instituto Calumbi

segunda-feira, 22 de julho de 2019

CORDEL DA ARARUTA


Francisco Artur Pinheiro Alves
Tabuba Caucaia – julho de 2019
Literatura de Cordel




Peço a Deus inspiração
Para este verso escrever
Tratando da ARARUTA
Para você entender
A riqueza desta planta
Depois de a conhecer

Araruta é um tubérculo
Como se fosse batata
            Da família do gengibe
Nasce no limpo e na mata
Dela se faz a farinha
Na proporção exata

Os índios já consumiam
Araruta com frequência
Extraiam e pisavam
E com muita competência
Tiravam dela a goma
Eles tinham a ciência

Aru-aru ou aru
Os índios assim a chamavam
E os portugueses então
Desse nome não gostavam
Passaram a chamar araruta
E dela se alimentavam

Os indios utilizavam
Na sua  alimentação
Araruta normalmemte
Pois havia plantação
Em todo e qualquer lugar
Litoral, serra e sertão

Foi deles que o sertanejo
Herdou esta  cultura
De consumir araruta
Com toda desenvoltura
Um alimento saudável
Para toda criatura

Como se faz araruta
Agora eu vou dizer
Arranca-se as batatas
E depois de escolher
As de melhor qualidade
Para pra boa massa prover

Selecionadas as batatas
Agora vai-se esmagar
Em um liquidificador
Também pode utilizar
Uma boa forrageira
Para nela triturar

Sendo grande produção
Devemos recomendar
Uma casa de farinha
Para melhor triturar
Usando o catitu
A goma vai apurar

Depois de ser triturada
Você então vai lavar
Com um pano de algodão
Para a goma retirar
A goma fica no fundo
Pois ela vai decantar

Então a goma está feita
Agora é só derramar
A água separou da goma
Após ela decantar
Você derrama a água
E a goma vai retirar

Após este processo
Põe a goma pra secar
Passa.em uma.peneira
Para ela afinar
Continua a secagem
Está pronta pra embalar

Araruta é uma goma
De.excelente qualidade
Pode ser.consumida
Por todos, na verdade
Ela não contém glútem
Esta é a grande novidade

Os celíacos não.podem
O que tiver glúter comer
A araruta portanto
Vai esta lacuna prover
Por não conter o tal glútem
Comsumí-la, vão poder

Mas qualquer uma pessoa
Na dieta regular
Pode comer araruta
Vai bem.se alimentar
Pois araruta é saudável
Você pode experimentar

Onde.encontrar araruta
Agora eu vou dizer
É na CARQUEIJA DOS ALVES
Onde eu tenho o prazer
De plantar araruta
Para lhe oferecer

Use nosso whatsapp
E faça uma ligação
Mande mensagem de texto
Áudio ou gravação
De um vídeo pedindo
Veremos com atenção

Esta era a mensagem
Que gostaria de dar
Leiam mais sobre araruta
Vou agora indicar
O site da EMBRAPA
Para você pesquisar

Lá existe uma cartlha
Com toda informação
Tem tudo sobre araruta
É uma boa opção
Tire alí as suas dúvidads
É a nossa sugestão.

Agora fico esperando
É a sua ligação
Peça ainda  hoje mesmo
Não tenha acanhação
Em baixo eu deixo o número
Pois não tem rima pra ele não

Nossos contatos:
085 98853 0277 (fone e ZAP)


Apoio cultural
Pólo INSTITUTO CALUMBI DE EDUCAÇÃO E CULTURA
Cursos de Graduação e Pós Graduação EAD (Cursos totalmente à distância)
Colégio São José – Maranguape – CE
85 988530277

BIBLIOTECA COMUNITÁRIA  PROFA. LOURDENISE PINHEIRO ALVES
ECOMUSEU RURAL RAIMUNDO ALVES DA SILVA
Carqeuija dos Alves – Capistrano CE



sábado, 20 de julho de 2019

HISTÓRIA DA CAPELA DE SÃO JOÃO BATISTA E CAMPANHA PELA REFORMA




Carqueija – Capistrano, 1933 a 2019
Francisco Artur Pinheiro Alves
Capistrano – Junho de 2019

Peço a Deus inspiração
À Virgem Maria, também
E a São João Batista
Aos santos de Deus, amém
Para contar a história
E resgatar a memória
De uma capela do bem

A Capela de São João
Pedro Alves construiu
Com a sua Raquel Alves
Depois que a doença sumiu
De Pedro seu esposo
E com a saúde em gozo
A capela erigiu

Era o ano trinta e três
Do outro séc. passado
Pedro Alves e Raquel
Após o milagre alcançado
Construiu uma capela
A São João dedicou ela
Ficou isso acordado

Segundo o Pedro Jorge[1]
O nome que foi registrado
No livro da Diocese
Às capelas dedicado
Foi ORATÓRIO DO SACO
Ainda bem que foi mudado

A capelinha é famosa
Tem história a contar
Eram poucas as capelas
Que existiam no lugar
O povo da região
Vinha com satisfação
Para a igreja rezar

Foram muitos os serviços
Dedicados ao sacramentos
De primeira comunhão
Batizados, casamentos
Que a capela acolheu
E o povo recebeu
Seguindo os mandamentos
Dom Antônio Lustosa
Bispo de reputação
À capela visitou
Com muita satisfação
Em duas ocasiões
Houve grandes emoções
Na sua recepção

Padres que foram bispos
Depois dela visitar
Dois aqui neste verso
Queremos pois registrar
Os padres: Vicente e Terceiro
Este último foi o primeiro
A bispo se consagrar

Dom Terceiro foi bispo
Por todos respeitado
Dom Vicente também
Para Crato indicado
Três bispos lá passaram
Suas bênçãos deixaram
Isso está registrado

Muitos padres da paróquia
E convidados também
Celebraram muitas missas
Registrar isso convém
A capela recebia
Todos com alegria
Prática que ainda mantém

Dentre os padres celebrantes
Vou aqui registrar
O Padre Oscar Peixoto
Que sabia bem tocar
Depois da Santa missa
Tocava para animar

Padres Pedro e Joaquim
Também nela celebraram
Usavam um chapéu preto
E a todos abençoaram
Ver o padre era uma festa
Todo respeito atesta
Estes fatos nos marcaram

Padre Paulo também
Veio nela celebrar
Muitos jovens puderam
Pela primeira vez comungar
Preparados com expertise
Pela dona Lourdenise
Professora do lugar

Registro com alegria
E muita satisfação
A presença de um padre
Que marcou uma geração
Foi Bernado Bourassa
Muito amigo do Sassá
Grande foi sua missão

A todos Pedro recebia
Com muita satisfação
Dava-lhes hospedagem
E dedicava atenção
Conversando sobre a vida
Era uma boa acolhida
Era essa sua missão

Quando o casal ficou velho
E depois de falecer
Assumiu a liderança
Com orgulho e prazer
A tia Maria do Céu
Sempre sabendo fazer

Tia Céu quando jovem
Era muito destemida
Cavalgava pelas estradas
Com destreza percebida
O santo terço rezava
E as novenas tirava
Na data estabelecida

Depois da tia Céu
Assumiu a liderança
O meu irmão Pedro Jorge
Que com muita confiança
E o apoio da esposa
Formou uma aliança

Tem cuidado da capela
Com muita dedicação
Faz pinturas e reformas
Nas festas, decoração
Apoia a comunidade
Dos velhos à mocidade
Garante a situação

Voltando a registrar padres
Que passaram por lá
Nestes últimos anos
Faz bem aqui registrar
Padre Eudásio, o pastor
Que por todos tinha amor
Saudade nos faz lembrar

Nas festas do padroeiro
Sabia bem conquistar
Cada um dos presentes
Pois ia cumprimentar
A cada um abraçando
Sorrindo não reclamando
Para todos alegrar

Oitenta e seis anos
A capela completou
Neste ano 19
Seu papel consagrou
Na história e pastoral
Do rebanho celestial
Que Jesus lhe revelou

Que Deus abençoe a todos
Que muito contribuíram
Com a história da capela
Foram muitos que assumiram
A missão de evangelizar
E a Boa Nova levar
Sua missão cumpriram

A Messe é muito grande
São poucos trabalhadores
Esperamos que a capela
Tenha sempre pastores
Fiéis à causa do bem
É isso que nos convém
De Jesus os seguidores

Vamos seguir Jesus
Como João Batista fez
Venha para nossa capela
Agora é a sua vez
Vamos juntos celebrar
Mais uma festa e alegrar
Sejamos sempre cortês

Traga um convidado
Faça sua doação
Venha rezar conosco
Nesta festa de São João
Nada temos a temer
Jesus vai nos proteger
Mais uma celebração

Começa dia 14
Com a grande abertura
A cada dia haverá
Rezas cantos e leitura
Da palavra do Senhor
Que é nosso Salvador
E por todos tem ternura

Virão muitos convidados
Da Carqueija ao São Vicente
De Capistrano e Fortaleza
Do Pesqueiro e do Tenente
Enfim de todo lugar
Gente daqui e d’acolá
Vai ser muito comovente

Paralelo à festa
Também vai acontecer
Uma grande exposição
Sobre cordel pra, valer
No Ecomuseu, um parceiro[2]
Que luta o tempo inteiro
Pra festa fortalecer

O Ecomuseu preparou
Um pequeno acampamento
De antigos escoteiros
Que irão por um momento
Da festa participar
E também colaborar
Com o seu conhecimento

Viva a São João Batista
De Jesus o precursor
Viva a sua capela
E a todos que abençoou
Viva o papa Francisco
Viva a Deus nosso Senhor

Escrevi estes versos
Não disse tudo não
Ainda faltou muita coisa
Fica pra outra ocasião
Trouxe um pouco da história
Que está na memória
De nossa população

Por último lanço um apelo
A toda população
Para colaborar com a reforma
E a colocação
Dos mosaicos da capela
Fazendo uma doação.

CAMPANHA DO MOSAICO E REFORMA DA CAPELA
Colabore com a colocação do MOSAICO original e REFORMA  DE  MANUTENÇÃO da Capela de São João Batista, comprando dois cordéis impressos no valor de  R$ 10,00. Deposite os valores  na seguinte conta poupança:
Banco: CAIXA ECONÔMICA
AGENCIA 1276 OP 013 CONTA 7128-1 (poupança)
Francisco Artur Pinheiro Alves
Após o depósito me comunique pelo ZAP 85 98853 0277

APOIO CULTURAL
Este cordel teve o apoio das seguintes instituições:
INSTITUTO CALUMBI DE EDUCAÇÃO E CULTURA – Maranguape-CE
ECOMUSEU RAIMUNDO ALVES DA SILVA – Carqueija dos Alves – Capistrano - CE
BIBLIOTECA PROFA. LOURDENISE PINHEIRO ALVES – Carqueija dos Alves – Capistrano – CE

CORDEL IMPRESSO
Quem desejar comprar o cordel impresso, ligue para 85 98853 0277 Preço: R$ 5,00. Mande endereço que enviamos pelos Correios para todo Brasil. O lucro da venda é para a reforma da Capela.


[1] Prof. Pedro Jorge, atual proprietário do local e neto de Pedro Alves da Silva.

[2] Ecomuseu Rural Raimundo Alves, em frente a capela.de São João batista.