segunda-feira, 29 de outubro de 2012

DERROTA DO PT EM FORTALEZA

A derrota do PT em Fortaleza, paradoxalmente, se deu pela ação da mesma personagem responsável pela sua ascenção ao poder na cidade, a prefeita Luiziane Lins. A prefeita que foi ousada em 2004 colocando sua candidatura contra tudo e contra todos e tendo um sucesso inesperado, tentou a mesma fórmula em 2012, mas o cenário era outro e ela não percebeu. Tivesse o PT indicado o deputado Federal Artur Bruno para ser o candidato, com certeza não teria amargado a derrota. Primeiro porque Bruno poderia ter e com certeza teria o apoio do PSB de CID Gomes, evitando de cara a disputa contra o aliado de então. Mas a prefeita "bateu o pé", impôs um candidato, que ela mesmo preconizou com a alcunha de "um poste" e se deu mal. Podem ser relacionados diversos outras causas da derrota do PT, inclusive de que houve compra de votos e outras acusações, mas na raiz do problema está a decisão, ao meu ver equivocada do partido, sob a direção da prefeita de eleger uma pessoa desconhecida para prefeito. Fica a reflexão, para ela e para seu partido e para as lideranças políticas em geral: uma decisão errada pode prejudicar o partido no curso de sua trajetória rumo ao poder. Deve-se pensar, ponderar e sobretudo realizar um diálogo franco dentro da legenda para que a vitória ou a derrota seja de todos.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Trabalho em grupo: No Ceará, o governo do Estado e as prefeituras superaram as diferenças políticas e aprenderam a trabalhar em conjunto para melhorar as escolas municipais. O resultado é uma lição pura o Brasil Camila Guimarães - REVISTA ÉOPOCA 22/10/2012

A cearense Mayra Alves da Silva é uma garota de 14 anos apaixonada por livros. Lê dois títulos por mês. Diz que seu preferido é Romeu e Julieta, de William Shakespeare. Duas vezes por semana, fora do horário de aula, ela vai à biblioteca da escola ler para turmas de crianças mais novas. “A leitura mudou minha vida”, diz. Filha de agricultores e aluna da rede municipal de Horizonte, interior do Estado, frequenta um clube de leitura promovido pela escola, situada no distrito de Queimadas, região mais pobre do município. “Antes do clube, não tinha interesse por nada relacionado à escola. Agora consigo entender melhor o que vem escrito nas lições e minhas notas melhoraram.” O caso de Mayra e seus livros não é exceção em sua escola, nem em sua cidade e nem sequer em seu Estado. A ideia de que o domínio da leitura pelo aluno a partir dos 7 anos de idade é condição para que ele tenha sucesso em toda a sua trajetória escolar esta disseminada pelas 184 redes de ensino municipais do Ceará. Faz parte de uma política publica de cooperação entre Estado e municípios adotada pelo Leara, que comera a tei resultados concretos. Ü Ceará leve o maior avanço na qualidade da educação entre todos os Estados brasileiros nos últimos anos. O índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) cearense passou de 3,2, em 2005, para 4,9, em 2011. Apesar de ainda estar abaixo da média brasileira (5 pontos), o resultado de 2011 é o maior do Nordeste e equivalente ao de Estados mais ricos do Sul e do Sudeste, como Rio de Janeiro e Espírito Santo. O ponto de partida da virada no Ceará foi o Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic), adotado pela Secretaria Estadual de Educação como política pública em 2007.0 Paic estabeleceu como prioridade a alfabetização de todos os alunos das escolas públicas até os 7 anos de idade (2fi ano do ensino fundamental). O argumento é que, se a criança tem o domínio da leitura e da escrita até essa idade, ela terá mais chances de se sair bem em sua jornada escolar. Nenhuma revolução pedagógica até aqui. A questão da “idade certa” é até polêmica. Muitos especialistas discordam que a alfabetização deva ser feita nesse período. O que realmente fez diferença foi a parceria inédita entre Estado e municípios. “Trabalhar em cooperação cria condições mais igualitárias de oferta do ensino”, diz Sandra Zakia, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). Há uma divisão territorial entre as redes municipais e estaduais em todo o Brasil. As cidades são as responsáveis pela educação do ensino fundamental, desde a alfabetização até o 9L> ano. Os Estados, pelo ensino médio e, em alguns casos, pelos últimos anos do fundamental. Para que a melhora da educação aconteça de forma generalizada - e não pontualmente, em um ou outro município -, é preciso que medidas e ações sejam tomadas em grupo, colaborativamente. Esse é um princípio previsto na Constituição. Na prática, raríssimo. O que acaba acontecendo é uma disputa entre Estados e municípios pelo repasse de verbas federais. É por isso que o Ceará é considerado pioneiro e pode servir de exemplo para o resto do país. Ao tornar a alfabetização uma prioridade do Estado, a Secretaria de Educação se colocou como corresponsável pelo aprendizado dos alunos das redes municipais. Com o cuidado de não se impor às prefeituras. “Somos seus parceiros, não seus superiores”, diz Maria Izolda de Arruda Coelho, secretária de Educação do Ceará. Todos os 184 municípios adotaram o regime de colaboração. Como articulador do programa, o Estado não só estabeleceu o objetivo comum para todas as escolas municipais, mas também determinou como chegar lá. O modelo de gestão do aprendizado nos primeiros anos escolares foi elaborado pela secretaria estadual, que também assumiu a produção e o financiamento do material didático e o treinamento dos professores, coordenadores e diretores locais. Cabe ainda ao Estado avaliar os resultados do programa. Ao final de cada ano letivo, o governo aplica uma prova a todos os alunos de 2a ano para medir suas habilidades em leitura e escrita. “A grande vantagem do programa é ser uma política pública clara, bem definida, concreta”, afirma Ocimar Alavarse, da Faculdade de Educação da USP. Para garantir a execução desse modelo de gestão em cada localidade, a secretaria estadual precisou se reestruturar. Criou um departamento para cuidar só do Paic. A Coordenado-ria de Cooperação dos Municípios é o nível mais alto da hierarquia da secretaria, depois do gabinete. Ela orquestra o trabalho de profissionais exclusivos do Paic dentro de cada coordenadoria regional (por sua vez, responsável por um grupo de prefeituras). Dentro dos municípios, o Estado paga e treina um grupo de funcionários da rede local para garantir a aplicação do programa na ponta: as escolas. Há reuniões periódicas entre essas equipes para corrigir falhas de execução. O esforço deu certo. Em 2004,39% dos alunos de 7 anos eram analfabetos. Um terço deles lia com dificuldade e sem compreensão total da mensagem do texto. Apenas 15% eram considerados leitores hábeis, capazes de compreender um texto. Em 2011, 66% das crianças estão na última categoria. Os números ruins da alfabetização no Ceará em 2004 estimularam o projeto-piloto do programa. Ele funcionou entre 2005 e 2006 em 56 municípios. Foi inspirado na experiência de Sobral, cidade do interior do Estado, que conseguira um avanço no aprendizado com as mesmas medidas adotadas posteriormente pelo Paic. Há um fator decisivo para o sucesso do Ceará: continuidade da política educacional. O mesmo grupo político comanda o Estado desde 2006. Mesmo assim, a adesão das prefeituras acontece independente dos partidos. Maria Izolda conta que, nas eleições municipais de 2008, houve um momento de apreensão. “Muitas prefeituras mudaram. Havia um receio de que o novo prefeito desfizesse o acordo firmado pelo anterior.” Não houve desistências. “De alguma forma se disseminou pelo Estado a ideia de que a educação tem importância estratégica que está acima da política”, afirma Maria de Salete Silva, coordenadora de Educação do Unicef no Brasil. O Unicef, assim como outras instituições e o governo federal, ajudou a elaborar e a montar o Paic. Há um incentivo extra: o governo do Ceará mudou o critério para o repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do Estado para os municípios. Agora, por lei, recebe mais dinheiro o município que apresentar as melhores taxas de alfabetização. O cuidado tomado pelo Estado para não favorecer um ou outro município é reconhecido pelos prefeitos. E o apoio na parte técnica é bem-vindo. “A ajuda para melhorar a capacidade de gestão dos diretores escolares foi fundamental para melhorar o resultado das escolas”, afirma Isaac Gomes da Silva Júnior, prefeito de Mauriti, a 491 quilômetros de Fortaleza. Ainda há muito a fazer no Ceará. Apesar da melhora, existem quase 10 mil crianças não alfabetizadas ou com alfabetização incompleta no Estado. A condição socioeconômica desses alunos é uma barreira para dar educação de qualidade de forma justa para todos. Esse obstáculo ainda não foi vencido, mas a estratégia para chegar lá parece estar correta.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

CONVITE FESTEJOS DE SÃO JOÃO BATISTA EM CARQUEJA MUNICÍPIO DE CAPISTRANO - CE

A comunidade de São João em Capistrano, convida a todos os amigos e amigas para as festividades alusivas ao novenário de São joão Batista que acontecem ca capela do mesmo santo, desde 1933. Esta tradição foi inicada por Pedro Alves da Silva eRaquel Alves da Silva e se mantem até hoje. O novenário se inicia dia 14 e termina dia 24 com missa solene. Durante o período acontecem caminhadas todas as mnhãs e diariamente as visitas ao Horto de São joão Batista, na serra em frente a Capela, uma iniciativa do ECOMUSEU RAIMUNDO ALVES DA SILVA que dispõe também, de uma pequena coleção de imagens impressas de São João Batista.
Por último solicitamos colaboração para a festa e para a construção da nova capela da comunidade, posta que a existente não comporta mais os fiéis. Para esta colaboração procurar o Prof. Pedro Jorge ou sua esposa Ana Maria no telefone 85 - 3326 1347 (quando estiverem lá) ou por este endereço elletrônico

IV SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO INTEGRAL EM BRASÍLIA

Estamos participando do V SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO INTEGRAL EM BRASÍLIA. Tivemos vários debates. Hoje o seminário foi encerrado pelo antropólogo CARLOS RODRIGUES BRANDÃO, que fez uma referência aos grupos de Cultura Popular de 1963. Também registro o encontro do Prof. Nonato Pinheiro com Brandão. Brandão falou de uma escola com foco na espiritualidade sem a competitividade que contamina a sociedade e traz tanta violência. Fez elogios ao projeto mais educação e estimulou a integração entre a cultura e a educação. Referiu-se a vários poetas colocando a poesia e a arte no mesmo patamar da ciência. Amanhã será ado continuidade ao seminário té à 17 horas.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

OLÍMPIO NOGUEIRA, ESCOLA NOTA 10

Pela segunda vez consecutiva a ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL OLÍMPIO NOGUEIRA, consegue o título de escola NOTA 10 do governo do Estado do Ceará. Significa que todas as crianças da segunda série estão sabendo ler e escrever, no nível desejável. Significa também que todos compareceram à prova do PAIC. Isto tudo aconteceu graças ao trabalho de suas professoras e o apoio de toda a comunidade esclar. A escola Olímpio Nogueira está situada em uma comunidade quilombola, no município de Horizonte e é uma das 150 escolas melhores do Ceará. No passado ela recebeu a visita do diretor mundial dop UNICEF, ANTHONY LEYKE. PARABÉNS OLÍMPIO NOGUEIRA, PARABÉNS DISTRITO DE QUIMADAS, PARABÉNS HORIZONTE, parabéns prefeito NEZINHO.

TRÊS ANOS E 5 MESES DE ESCOLA FECHADA

É importante registrar, a ESCOLA PEDRO ALVES DA SILVA, na nocalidade de Carqueja dos Alves, que na gestão do prefeito José Renato foi reformada e reativada, foi fechada em janeiro de 2009, início da atual gestão. A escola ofereica educação infantil, pela manhã e EJA à noite. Hoje as crianças vão para a escola em outra comunidade em um paude-arara. Fazem 3 anos e 5 meses.

domingo, 6 de maio de 2012

Intolerancia Religiosa No século XIX um bispo em Barcelona queimou as obras de Alan Kardec: O Evangelho Segundo o Espiritismo, o Livro dos Espíritos e outros. Isso aconteceu na praça em frente a linda Catedral de Barcelona. Como o Espiritismo é uma religião pacífica e era minoria, nunca houve protestos assim. O tempo passou, hoje a Igreja Católica, muito criticada, inclusive por protestantes, que os considerava hereges, mantém uma boa relação de respeito com as religiões. E agora o que se ver são pastores protestantes que estão incitando a violência entre as religiões. Aqui no Brasil, um tempo destes, um quebrou uma imagem de Nossa Senhora na televisão. Onde estes líderes querem chegar? Isso nunca foi cristão. Jesus manda que amemos até os nossos inimigos. Se devemos amar a todos, inclusive os nossos inimigos, porque este pastor, que conhece muito bem o Evangelho, falta com respeito ao livro sagrado dos nossos irmãos mulçumanos? Esta atitude do Pastor americano é insana, é provocativa. Ele age como algumas autoridades da Igreja Católica da Idade Média. Ele não percebe que é fruto de uma ruptura dentro da Igreja, provocada por alguém, como Lutero, que condenava posições como a sua, que se chamou de Reforma Protestante. Percebo atitudes como a deste pastor, daquele que quebrou a imagem de Nossa Senhora e de muitos líderes religiosos cristãos, católicos e evangélicos de hoje que só querem saber do dinheiro dos seus fiéis, como atitudes da Igreja pré-reformista, da Igreja medieval. Uma das coisas que mais Lutero foi contra, eram as indulgências prometidas pelo Papa. O que as Igrejas estão fazendo hoje, na ânsia de arrancar dinheiro de seus fiéis ou simples assistentes, é igual ou pior. Eles prometem tudo, não por Jesus, mas pelo dinheiro. Tem deles que prometem inscrever o contribuinte em livros de diferentes graus: Os que derem mais em um livro de ouro, os que derem medianamente no livro de prata e os que menos derem no livro de bronze. Isso a partir de quantias de R$100,00, abaixo de cem não dá direito a inscrição no “livro sagrado”, no “livro dos milagres”. Quer dizer, isso é pior que as indulgências que Lutero foi contra e depois a própria Igreja aboliu. Então a atitude do pastor americano talvez tenha este objetivo de angariar mais fiéis para aumentar o seu rebanho de doadores, na disputa interna das lideranças religiosas dos Estados Unidos. No caso presente, os Estados Unidos deveriam punir o seu cidadão por intolerância religiosa, deve haver leis lá relacionadas a isso. È o mínimos que se deve fazer com alguém que de visão tão obtusa e de uma capacidade de incitar o ódio tão precisa. Este pastor age como alguém que desconhece o Evangelho de Jesus Cristo, a Boa Nova, que diz; ”Eu vos deixo a Paz, eu vos dou a minha paz”.